A aprovação caiu, a rejeição subiu e os aliados brigam entre si em 6 dos 9 estados. O celeiro de votos de Lula está em chamas.
Em 2022, o Nordeste foi o que salvou Lula — 69% dos votos na região contra 31% de Bolsonaro, 12,5 milhões de votos a mais que compensaram a derrota no restante do Brasil. Sem repetir esse desempenho, não há reeleição. E o cenário hoje preocupa: a aprovação do governo na região caiu de 49% para 41% desde 2023, enquanto a rejeição ao próprio Lula subiu de 27% para 33%. A vantagem ainda existe — 59% a 30% contra Flávio Bolsonaro —, mas encolheu.
E os problemas internos são graves: em 6 dos 9 estados nordestinos, a base aliada está rachada. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner não se falam. No Piauí, o governador e o ex-governador disputam espaço em guerra aberta. No Ceará, a briga é pela vaga ao Senado. Em Pernambuco, João Campos quer Lula só para ele — enquanto Raquel Lyra também corre atrás do palanque. No Maranhão, o governador rompeu o acordo com o PT local. Na Paraíba, Hugo Motta tenta puxar Lula para fazer campanha para o próprio pai no Senado. O PT chama de “excesso de apoios”. O Brasil chama de bagunça.
