O governo Lula parece ter compreendido o risco que enfrenta ao manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso, em estado de saúde delicado e sob custódia do Estado.
Bolsonaro está preso há 4 meses e seu estado de saúde é grave e delicado, conforme seus filhos e Michelle Bolsonaro alertaram repetidamente às autoridades.
De forma irresponsável e cruel, o governo Lula mantém o ex-presidente preso para afastá-lo da disputa presidencial. Bolsonaro é um preso político em uma falsa democracia, segundo a avaliação apresentada.
Cientes agora de que a tentativa de isolar Bolsonaro do povo e da política fracassou — e do risco que corre caso algo aconteça a Bolsonaro sob responsabilidade do Estado —, o governo busca uma saída para se livrar do problema.
A movimentação começou: “surpreendentemente”, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu pela primeira vez parecer favorável à concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro, a pedido do ministro Alexandre de Moraes.
A decisão final será de Moraes, que, seguindo o roteiro, deve autorizar a transferência de Bolsonaro para casa.
Por sorte do governo, Bolsonaro sobreviveu até agora ao cárcere. E à tentativa de cancelá-lo.
Entretanto, para azar da situação atual, Bolsonaro é muito mais do que um prisioneiro político doente. É uma ideia que não morre entre o povo brasileiro. Em outubro, isso se confirmará. É o pesadelo deles.
