O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou, nesta terça-feira (24/3), maioria de votos favoráveis à inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sob a acusação de abuso de poder político e econômico. Até o momento, o placar está em 4 a 2, com divergência apresentada apenas pelos ministros Nunes Marques e André Mendonça.
A análise do caso foi retomada após pedido de vista feito anteriormente por Nunes Marques, que havia suspendido o julgamento no dia 10 de março, logo depois do voto do ministro Antonio Carlos Ferreira. Este, por sua vez, acompanhou o entendimento da relatora, ministra Isabel Gallotti, cuja posição foi seguida pela maioria dos integrantes da Corte.
Entre os ministros que votaram pela inelegibilidade estão Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano Marques Neto e Estela Aranha. Em sentido contrário, posicionaram-se Nunes Marques e André Mendonça, que apresentaram ressalvas quanto à robustez das provas e à responsabilização direta do ex-governador.
A decisão em formação estabelece que a inelegibilidade terá duração de oito anos, contados a partir de 2022, período em que teriam ocorrido as irregularidades investigadas. Castro deixou o cargo pouco antes da conclusão do julgamento, ao renunciar ao governo estadual.
