Uma reunião secreta teria ocorrido no dia 12 de março entre alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo informações divulgadas, teriam participado do encontro o decano Gilmar Mendes e os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
O objetivo teria sido convencer Fachin a defender Moraes no caso do Banco Master. Uma pauta clara: exigir do presidente do STF uma resposta coordenada e institucional para defender Moraes e Toffoli diante das conexões expostas com Vorcaro.
Fachin recusou — e pregou “autocontenção e reflexão”. A frase foi interpretada nos bastidores como uma indireta direta aos colegas envolvidos no escândalo. Mas o que veio depois é ainda mais revelador: sem o aval de Fachin, os ministros agiram individualmente.
Zanin barrou o pedido para instalar a CPI do Master na Câmara. Gilmar anulou a quebra de sigilo do fundo ligado ao resort de Toffoli. Dino abriu processo contra Viana — presidente da CPMI do INSS. Três ministros, três decisões favoráveis aos investigados, após uma reunião em que tentaram coordenar a defesa dos colegas.
O racha com Fachin é real — e o presidente da Corte propõe código de ética que Moraes, Gilmar e Toffoli já rechaçaram publicamente.

