Delegados da Polícia Federal aprovaram a paralisação denominada “82 horas sem a PF”. O objetivo é pressionar o governo a criar um fundo anticrime com os recursos bilionários apreendidos em operações da própria PF.
As atividades deverão ser interrompidas nesta quarta-feira (25) prosseguindo até sábado (28).
Desde a semana passada, a mobilização já vinha impactando o agendamento para emissão e renovação de passaportes em 23 estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, e o atendimento a colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores (CACs). A medida já afeta 90% dos inquéritos da PF, segundo a entidade. A ampliação das paralisações poderá provocar reflexos em operações policiais em breve.
A ADPF afirma que a medida não vale para investigações que envolvam pessoas com foro privilegiado – como o caso Master, o escândalo do INSS e a Operação Overclean – ou que abarquem crimes contra crianças, adolescentes e idosos ou com o objetivo de atacar e matar pessoas.
A criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) foi prometida pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante uma visita à Superintendência da PF em Brasília em 17 de novembro do ano passado, data em que se comemora o policial federal.
Lewandowski, porém, se demitiu em janeiro, e o compromisso não foi cumprido até o momento pelo governo Lula. A proposta, segundo a entidade, seria estabelecer o Funcoc por meio de uma medida provisória e, na sequência, aprovar sua criação por meio de legislação no Congresso.
