O Supremo Tribunal Federal (STF), sempre rigoroso ao estipular prazos para que cidadãos não alinhados com o pensamento dominante na Corte prestem esclarecimentos, não foi capaz de atender a um prazo estabelecido pela CPMI do INSS para que fornecesse uma informação extremamente simples.
O STF não respondeu e a pergunta continua sem resposta: quem estava usando o telefone funcional que no dia em que Vorcaro foi preso ele perguntou se conseguiu “bloquear” sua prisão?
A CPMI do INSS havia concedido dois dias úteis para o STF informar quem usava o número funcional da Corte contatado por Vorcaro no dia de sua primeira prisão — 17 de novembro de 2025. A imprensa já havia confirmado que o número era usado pelo ministro Alexandre de Moraes. O prazo venceu nesta segunda-feira (23). O STF não respondeu.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, foi direto:
“Não recebemos resposta oficial do STF — vamos oficiar o ministro Fachin, presidente da Casa”.
O argumento é simples e difícil de rebater: é um número público, pago com dinheiro público. O tribunal precisa dizer quem estava usando.
Moraes nega em nota ter sido o destinatário das mensagens de Vorcaro — mas o STF, como instituição, se recusa a confirmar ou negar. Se não foi Moraes — por que o tribunal não responde e encerra a questão de vez? O silêncio institucional numa investigação dessa magnitude não é neutro. É uma resposta. E o Brasil sabe disso.

A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fake News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra!
