Uma publicação do jornalista Hugo Studart, feita há um ano, compara a reação de uma autoridade brasileira – o então presidente da República Castelo Branco – em tempos longínquos, ante o envolvimento de um irmão num episódio apenas “desagradável” com servidores da Receita Federal. E o caso recente envolvendo a família do ministro Alexandre de Moraes.
Confira a análise:
“Valores morais e ‘amorais’… Esse novo escândalo da praça, a compra de parte de uma financeira quebrada pelo Banco de Brasília por 2 bilhões, operação que tem por trás, como advogados, esposa e filhos de Sua Suprema Sapiência Alexandre de Moraes, nos remete a uma história dos tempos em que os valores morais eram outros.
Certo dia o presidente Castelo Branco soube que os funcionários da Receita Federal estavam dando uma festinha em homenagem a seu irmão, também da Receita, por conta de uma decisão do governo que os favorecia. Mais: presentearam o colega com o automóvel top de linha da época. Um caso óbvio de prevaricação.
Castelo telefonou furioso para o irmão. Em sua defesa, ele disse que devolveria o presente. O marechal retrucou: que você vai devolver imediatamente, isso é ponto pacífico. A dúvida é se vou mandar prendê-lo ou não.
Vamos acompanhar o desdobramento desse caso que envolve a família Moraes.”
Hoje, chocado, o país percebe que até o próprio ministro está envolvido.
