Chef italiano procurado pela Interpol por fraudes milionárias é preso em restaurante de luxo no Brasil

Um chef italiano incluído na lista de procurados internacionais da Interpol foi preso no Brasil após decisão judicial que autorizou sua detenção para fins de extradição. A captura ocorreu em um restaurante de alto padrão em Fortaleza, onde ele atuava profissionalmente.

Identificado como Fabio Mattiuzzo, o estrangeiro foi detido pela Polícia Federal por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A ordem judicial prevê prisão preventiva enquanto tramita o processo de extradição solicitado pelas autoridades italianas.

Segundo informações das investigações, Mattiuzzo acumulava condenações relacionadas a fraudes financeiras na Itália. Ele teria atuado como diretor de empresas que posteriormente entraram em colapso financeiro, deixando prejuízos significativos.

Em um dos casos, foi condenado por desviar mais de 96 mil euros — valor que se aproxima de meio milhão de reais — utilizando os recursos para despesas pessoais.

Operação da Polícia Federal

As autoridades italianas também apontaram que o chef teria ocultado e destruído documentos contábeis com o objetivo de dificultar a apuração das irregularidades. Em outro processo, ele foi responsabilizado pela retirada indevida de bens de uma empresa, incluindo móveis e até um caminhão, também destinados a uso próprio.

Somadas, as condenações ultrapassam cinco anos de prisão por falência fraudulenta agravada. Após as sentenças, o italiano não foi mais localizado, passando a ser considerado foragido da Justiça.

Diante disso, seu nome foi inserido na chamada difusão vermelha da Interpol, instrumento utilizado para alertar autoridades de diversos países sobre a necessidade de localização e prisão de indivíduos procurados internacionalmente.

A prisão ocorreu em março deste ano, período em que o chef vivia no Brasil e trabalhava em um restaurante de culinária francesa situado em uma área nobre da capital cearense. Com o cumprimento do mandado pela Polícia Federal, o caso agora avança para a fase de formalização do pedido de extradição por parte do governo italiano.

De acordo com a decisão judicial, os crimes atribuídos a Mattiuzzo não estão prescritos e possuem correspondência na legislação brasileira, incluindo delitos como apropriação indébita e fraude contra credores, o que reforça a viabilidade do processo de extradição.

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