O Peru realiza neste domingo, 12 de abril de 2026, eleições presidenciais com um número recorde de 35 candidatos e sem um favorito definido.
Mais de 27 milhões de eleitores participam da votação, em um cenário de forte fragmentação política, insegurança e desconfiança nas instituições. A tendência é de que a decisão fique para um segundo turno, já que nenhum candidato deve atingir os 50% necessários para vencer já no primeiro turno.
Entre os principais nomes da disputa está a conservadora Keiko Fujimori, representante da direita, que aparece na liderança das pesquisas com cerca de 15% das intenções de voto. Na sequência, surge o ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, identificado com a extrema-direita.
Outro nome que chama atenção é o do humorista Carlos Álvarez, que adota uma postura política considerada atípica, sem se alinhar claramente à esquerda ou à direita.
O elevado número de candidatos reflete a fragmentação do sistema político peruano e o desgaste da classe política. Nos últimos dez anos, o país teve oito presidentes, muitos deles afastados, investigados ou presos por corrupção, o que abalou a confiança da população.
De acordo com o Latinobarómetro, mais de 90% dos peruanos afirmam ter pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso, um dos índices mais altos da América Latina.
A segurança pública também domina o debate eleitoral. O aumento de crimes como homicídios e extorsão tem levado candidatos a defenderem medidas mais rígidas no combate à criminalidade.
Com um alto número de indecisos e possibilidade de votos em branco, o cenário segue incerto. A votação acontece das 7h às 17h (horário local), e os resultados começam a ser divulgados após o fechamento das urnas.
