Polícia Federal reafirma pela segunda vez: não há provas contra Bolsonaro por suposta interferência

A Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que havia apurado supostas interferências indevidas do então presidente da República Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas do cometimento de crimes no caso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a reabertura do caso. Um dos motivos seria um receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra seus aliados.

A PF, sob Bolsonaro, concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação.

Agora, sob o governo Lula, a Polícia Federal fez uma revisão das provas colhidas e reiterou a conclusão de que não há provas para justificar uma imputação penal no inquérito.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

O delegado cita, por exemplo, que a PF solicitou compartilhamento de provas do inquérito das fake news com o ministro Alexandre de Moraes que indicassem a ocorrência de interferências indevidas, mas o ministro havia respondido que não havia provas disso naquele inquérito.

A conclusão diz ainda que eventuais atos de interferência detectados nos inquéritos de relatoria do ministro Alexandre de Moraes podem ser apuradas diretamente nesses procedimentos de investigação.

Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele pode indicar novas diligências a serem tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso.

Hoje o chefe da Polícia Federal é amigo e pau mandado de Lula, viaja bancado pelo banco Master e nada acontece. Deve ser pelo bem da democracia.

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