O plano de Eduardo Leite era meramente um projeto pessoal. Tentou enganar Gilberto Kassab, mas não conseguiu. Assim, bem antes do que se poderia imaginar, demonstra a intenção de abandonar o acordo partidário que havia firmado.
Numa carta entregue a Caiado, Leite critica a promessa de anistia feita pelo candidato do PSD.
“Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar. Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios.”
Em outras palavras, o governador gaúcho abre caminho para buscar outro candidato a presidente, descumprindo o acordo partidário que havia feito. Por outro lado, com sua permanência no governo, apunhala também o seu vice, Gabriel Souza, candidato a governador, que planejava assumir o governo para ter alguma chance na disputa pelo Palácio Piratini.
Leite armou um teatrinho, mas se deu mal.
