O advogado Fábio Pagnozzi, que defende a deputada Carla Zambelli (PL‑SP), disse que a defesa tem uma carta forte para usar no julgamento da extradição, marcado para 27 de novembro.
Zambelli está presa na Itália desde fevereiro, o que aumenta a pressão e mostra o quão delicada é a decisão.
Pagnozzi contou que, mesmo com argumentos jurídicos fortes, o resultado vai depender muito da política italiana. Ele avisou que ganhar na justiça não garante que a extradição seja barrada.
Ele disse que isso mostra como a lei italiana dá ao governo o último voto no caso.
A defesa aponta que o ponto fraco está no pedido do Brasil. Pagnozzi afirma que a solicitação não saiu da autoridade certa.
Para ele, essa falha tira a validade legal do pedido que foi enviado à Itália.
Pagnozzi ainda acusa o governo italiano de quebrar acordos internacionais, dizendo que violou protocolos de cooperação criminal e que esses instrumentos não servem para caçar opositores políticos.
Por último, o advogado reforçou que o processo tem provas suficientes de perseguição política.
A defesa conta que esses argumentos vão pesar no julgamento, mas admite que a decisão final ainda depende muito da atitude do governo italiano.
