Na quarta‑feira (19), em Berlim, o primeiro‑ministro Friedrich Merz reafirmou que a Alemanha está entre os países mais belos do planeta. Ele fez o discurso logo depois de se encontrar com o primeiro‑ministro sueco Ulf Kristersson e ainda em meio à polêmica causada pelos seus comentários sobre Belém na COP30.
A controvérsia surgiu na semana passada, quando Merz, falando no Congresso Alemão do Comércio, falou sobre a volta da delegação alemã depois da visita ao Brasil.
Stefan Kornelius, porta‑voz do governo alemão, diminuiu o caso em entrevista. Segundo ele, Merz nunca insultou Belém nem o Brasil. Kornelius ainda disse que o alvoroço em torno do assunto não tem base nos fatos.
Lula respondeu às críticas do primeiro‑ministro alemão na terça‑feira (18).
Igor Normando (MDB), prefeito de Belém, chamou a fala de Merz de “infeliz, arrogante e preconceituosa” na segunda‑feira (17). Ele fez a crítica depois que Merz passou pela cidade durante a Cúpula de Líderes, que precedeu a conferência climática da ONU, ainda em andamento até 21 de novembro.
Helder Barbalho, governador do Pará, disse que a Amazônia recebeu os convidados internacionais “de portas abertas, com a força de um povo acolhedor”. Ele ainda acrescentou que quem se diz responsável por aquecer o planeta agora questiona o calor da Amazônia.
As palavras de Merz ecoaram por todo o Brasil. Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, postou no X na terça‑feira, chamando o primeiro‑ministro alemão de “filhote de Hitler vagabundo” e “nazista”.
