O senador Rogério Marinho (PL-RN), que lidera a oposição no Senado, enviou pedidos de investigação contra o advogado‑geral da União, Jorge Messias, à PGR, ao TCU e à Comissão de Ética da Presidência. Marinho diz que Messias se omitiu ao permitir descontos indevidos nos benefícios dos aposentados do INSS.
Marinho afirma que a AGU tem recebido alertas internos desde 2024 sobre irregularidades de sindicatos que atacam beneficiários do INSS. Os próprios documentos da AGU apontam a Contag e o Sindnapi como possíveis envolvidos.
A denúncia ainda menciona a Conafer, que aparece nos relatórios internos da AGU como outra entidade suspeita de participar das irregularidades.
Marinho critica a ação judicial da AGU, feita em maio de 2025, quando Messias solicitou o bloqueio de R$ 2,5 bilhões de bens de supostas fraudadoras. Ele aponta que, mesmo com recomendações para abrir processos administrativos e cancelar convênios, seis das nove entidades listadas foram deixadas de fora da ação.
O Sindnapi, cujo vice‑presidente é Frei Chico, irmão de Lula, não foi incluído no bloqueio. Marinho vê isso como sinal de favorecimento político.
A AGU rebateu as acusações, dizendo que o relatório tem só caráter administrativo, não aponta fraudes concretas e não pode servir de base para processos judiciais.
Marinho pediu ao TCU que faça auditoria da AGU, à PGR que abra investigação criminal e à Comissão de Ética que verifique favorecimento político, acusando Messias de agir de forma seletiva e proteger entidades próximas ao governo.
A denúncia surge no mesmo momento em que a indicação de Jorge Messias para a vaga de Barroso no STF foi confirmada. A nomeação será publicada em edição extraordinária do Diário Oficial, mas Messias ainda tem que passar pela sabatina no Senado antes de assumir.
