Para a COP30 em Belém, o governo de Lula alugou 850 cabines em dois cruzeiros – MSC Seaview e Costa Diadema. O custo total chegou a R$ 71,7 milhões, segundo dados divulgados em 19 de junho. Os navios servirão de hotéis flutuantes para os participantes.
Metade das cabines, 450 unidades, custaram R$ 26,3 milhões e obedecem às regras da UNFCCC. Como anfitrião, o Brasil tinha que garantir esses quartos, mesmo que fossem usados por delegações de nações em desenvolvimento.
Os 400 quartos restantes, que somam R$ 45,4 milhões, foram reservados para a delegação do Brasil. A Secretaria Extraordinária da COP30 avisou que esses valores ainda podem mudar.
A Secop30 explicou que o gasto total ainda sobe dia a dia, de acordo com a real necessidade de quartos e com cláusulas contratuais de venda provisória e definitiva.
Em abril, a Embratur recebeu a missão de organizar a escolha. Depois de um edital público, a empresa Qualitours ganhou o contrato para intermediar a locação dos navios, que ficarão ancorados no Terminal de Outeiro até o encerramento da COP30.
O contrato prevê que a Qualitours só será paga depois da COP30, de acordo com os quartos que não foram vendidos durante o evento.
Desde o começo, os organizadores já contavam com navios como solução extra de hospedagem. Essa tática já é usada em outros grandes encontros internacionais para aumentar o número de quartos disponíveis.
