Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, entrou com um pedido no STF nesta quinta (20) para investigar a ida do deputado Alexandre Ramagem (PL‑RJ) aos EUA. Ele também cobrou da Mesa da Câmara informações sobre a autorização da viagem e sobre a licença médica que Ramagem recebeu.
Na mesma linha do que o PSOL fez na quarta‑feira (19), Lindbergh pediu ao STF prisão preventiva para Ramagem e que seu nome fosse colocado na lista vermelha da Interpol. Ele avisou que, por mais urgente que pareça, a medida só pode seguir depois da opinião da Procuradoria‑Geral da República, antes de o ministro Alexandre de Moraes decidir.
Lindbergh também exigiu que a Mesa da Câmara confirme se a licença médica de Ramagem foi realmente emitida e publicada oficialmente. Ele apontou um “possível desvio de finalidade” ao pedir a licença, insinuando que o deputado a usou enquanto estava fora do país.
Além disso, Lindbergh quer saber como Ramagem pôde votar no projeto de lei antifraude usando o sistema semipresencial, que permite registrar voto pelo celular de qualquer lugar.
Hugo Motta, presidente da Câmara, disse que Ramagem entregou atestados médicos de 9 de setembro a 8 de outubro e de 13 de outubro a 12 de dezembro. Lindbergh rebateu, alegando que não há prova de que a licença foi publicada no Diário Oficial da União, algo que ele considera indispensável para legitimar o afastamento.
Ele chamou a reação de Lindbergh de “ataque de fúria” e disse que é deplorável ver cidadãos honrados sendo alvo de gente desqualificada, com passado duvidoso e nomes nas famosas planilhas da Odebrecht.
