Nesta segunda‑feira, 24, a primeira turma do STF manteve, por voto unânime, a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada no plenário virtual, com cada ministro enviando seu voto por meio eletrônico.
O relator Alexandre de Moraes contou com o apoio dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e da ministra Cármen Lúcia, que também votaram a favor da mesma decisão.
O STF afirmou que Bolsonaro quebrou deliberadamente a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar, piorando sua situação judicial. Moraes, em seu voto, destacou o risco real de fuga, a tentativa de cortar o aparelho com um ferro de solda e ainda mencionou a vigilância do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) perto do condomínio onde ele morava.
Ninguém viu essa decisão chegando; foi uma surpresa total para todos.
Poucos dias antes do julgamento, saiu o livro “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. A obra descreveu o clima ridículo e lamentável que hoje se confirmou com a prisão de Bolsonaro.
No texto, os autores denunciam que Bolsonaro sofreu uma perseguição política organizada, envolvendo instituições, mídia e grupos progressistas que quiseram fraquejar seu governo e calar o movimento conservador em alta. Eles ainda antecipam o fim dessa trama, o que deixa o livro ainda mais forte. Hoje, a obra virou um registro histórico e um protesto contra a censura e o que chamam de “sistema”.
