Na segunda‑feira, 24, o general Dan Caine chegou a Porto Rico, dando novo impulso à presença militar dos EUA no Caribe. Como chefe do Estado‑Maior Conjunto, ele foi a bordo de um dos navios de guerra da Marinha que patrulha a área.
O Pentágono diz que a visita foi um agradecimento às tropas pelo feriado de Ação de Graças, mas, segundo fontes internas, Washington está estudando medidas mais duras contra Nicolás Maduro, aumentando a já tensa situação militar e diplomática.
Com David Isom, veterano da Navy SEALs e conselheiro do Alto Comando, Caine se encontrou com oficiais do Comando Sul, que cuida das ações dos EUA na América Latina. Ao mesmo tempo, o porta‑aviões USS Gerald R. Ford, o maior do planeta, segue operando no Caribe.
Aproximadamente 15 mil militares – fuzileiros navais e outras tropas baseadas em Porto Rico – formam a força ativa dos EUA no Caribe.
Caine, que lidera a Operação Lança do Sul, está à frente de um plano que o Departamento de Defesa chama de maior mobilização dos EUA na região desde a Crise dos Mísseis de 1962.
Mesmo dizendo que quer manter a estabilidade da região, a Casa Branca tem equipes de segurança preparando vários cenários. Segundo fontes, Donald Trump autorizou missões secretas da CIA dentro da Venezuela, mas ainda não se sabe quem são os alvos ou quando acontecerão. Também foi debatida uma negociação que deixaria Maduro no poder por um tempo, mas Washington descartou a ideia.
