Alcolumbre marcou para 10 de dezembro a entrevista de Jorge Messias no STF. Isso deixa só 15 dias para o advogado‑geral da União convencer os 81 senadores, algo que o Palácio do Planalto não esperava.
Messias só será aprovado se conseguir, no mínimo, 41 votos favoráveis dos senadores.
A estratégia de Alcolumbre agora é outra da que usou contra André Mendonça em 2021. Naquele caso, ele postergou a entrevista por quatro meses, dando a Mendonça tempo de angariar apoio e ser aprovado com 47 votos, seis a mais do que o necessário.
Um porta‑voz de Alcolumbre disse que o senador quer evitar repetir o erro de antes. O tempo maior que Mendonça recebeu acabou ajudando o então candidato a juntar aliados e superar a oposição.
Na época da indicação de Mendonça, Alcolumbre recebeu críticas de lideranças evangélicas do Amapá nas redes sociais. Eles o acusaram de travar uma “guerra santa” contra o indicado, rotulando‑o de “terrivelmente evangélico”.
Em ambas as situações, Alcolumbre mostrou que não concorda com as nomeações ao STF. Ele se opôs às duas indicações e defendeu que fossem escolhidos o senador Rodrigo Pacheco (PSD‑MG) e o ex‑procurador‑geral Augusto Aras.
Aliados de Lula acham que a jogada de Alcolumbre é um erro que vai sair caro. Um contato do presidente avisou: “Se ele não impedir Messias, vai ganhar um inimigo permanente no STF. Se conseguir barrar Messias, ainda assim não vai colocar seu próprio nome. Uma coisa é certa: Rodrigo Pacheco não será o próximo ministro do STF.”
