Na madrugada de sexta‑feira (21), homens muito armados entraram na Escola Católica St. Mary, no estado de Níger, na Nigéria, e levaram mais de 300 alunos e funcionários.
Martha Mathias, professora da escola, estava em casa com a família quando os bandidos apareceram no campus. Ela contou que mandaram seu marido sair, e assim que o fizeram, o amarraram. Martha viu os sequestradores ameaçar a própria filha.
Além do marido, mais 11 funcionários e cerca de 253 estudantes foram levados. A Associação Cristã da Nigéria divulgou no domingo (23) que 50 alunos já haviam escapado.
Stephen Samuel, de 13 anos, escapou e contou o que viu. Segundo ele, os homens armados acordaram os alunos à noite, amararam todos e os levaram para fora da escola.
Njinkonye, mãe de um garoto de 10 anos que ainda não foi encontrado, foi à escola na segunda‑feira (24) para ver o que estava acontecendo.
Na mesma semana, meninas foram raptadas de um internato em Kebbi, no noroeste, e 38 pessoas foram sequestradas durante um culto em Kwara, no centro do país.
Na terça‑feira (25), as autoridades disseram que 24 meninas raptadas em Kebbi foram libertadas. O presidente Bola Tinubu comentou a libertação.
As forças de segurança estão procurando as crianças e funcionários que ainda não foram encontrados. O governo disse que o sequestro em Kebbi provocou ataques parecidos em Kwara e Níger.
No norte da Nigéria, sequestros em massa para pedir resgate são cada vez mais comuns. Bandos armados invadem escolas e vilarejos, deixando a polícia local sem condições de responder.
