Papéis médicos que apareceram na imprensa mostram que o general Augusto Heleno, que foi ministro do GSI no governo Bolsonaro (PL), foi diagnosticado com Alzheimer em fase inicial.
Ele está preso desde terça‑feira, 25 de novembro, no Comando Militar do Planalto (CMP). Os laudos vão servir para a defesa pedir que a pena seja trocada por prisão em casa.
Os documentos juntam avaliações feitas ao longo de quase um ano: exames de imagem, testes de memória e análise do líquor, que serve para investigar doenças do cérebro. Eles dizem que a perda de memória já foi vista em 2022, antes mesmo de o processo judicial começar.
Os papéis contam como a doença avançou, mostrando consultas regulares, remédios e acompanhamento de vários especialistas. Os médicos observaram que a memória dele piora cada dia: esquece nomes, datas, repete perguntas, perde a capacidade de analisar e tem dificuldade nas tarefas do dia a dia. A ressonância mostrou que o cérebro está encolhendo e tem pequenos derrames, e os testes neuropsicológicos confirmaram Alzheimer em fase inicial.
No teste MoCA, que mede a mente, ele teve problemas de fala, de se localizar no espaço e de lembrar o que acabou de acontecer. Os laudos dizem que ele não dá conta de tomar os remédios sozinho, tem dificuldade com aparelhos eletrônicos, não lembra das conversas recentes e precisa de ajuda até para coisas simples, como se vestir. Além disso, o general sofre de artrose na coluna e na lombar, o que deixa a mobilidade limitada e gera dor constante.
Especialistas avisam que manter o general na prisão piora a saúde dele, principalmente por causa do isolamento e do estresse constante.
Um dos arquivos é um vídeo onde o militar falha em uma tarefa simples: devolver o troco correto durante um teste de memória.
