Alexandre de Moraes mudou o jogo político ao envolver Jair Bolsonaro.
Depois que Moraes avisou que a pena de 27 anos e três meses, já confirmada por colegiado, dispara a Lei da Ficha Limpa, Bolsonaro ficou inelegível até 2060.
Antes de mandar o caso ao TSE, Moraes já tinha ordenado que Bolsonaro e outros do núcleo 1 cumprissem a pena de imediato. No despacho, deixou claro que a decisão dos magistrados obriga a Justiça Eleitoral a registrar a inelegibilidade, cumprindo a lei.
A Lei da Ficha Limpa diz que quem tem condenação confirmada por colegiado não pode concorrer por oito anos depois de acabar a pena.
Com 70 anos hoje, Bolsonaro só poderia se candidatar novamente aos 105, segundo a lei. Moraes, assim, acabou com a carreira política dele.
Dias antes do julgamento, saiu o livro “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. Ele descreveu o caos que hoje virou realidade com a prisão de Bolsonaro.
A obra acusa que Bolsonaro sofreu perseguição de um aparelho formado por instituições, mídia e setores progressistas, que se juntaram para enfraquecer seu governo e calar os conservadores. Ela ainda prevê o fim dessa trama. Hoje, o livro virou um documento histórico, um protesto contra a censura e o “sistema”.
