Na terça‑feira (26), o arcebispo Dom José Antônio Peruzzo proibiu que fiéis entrassem na Igreja São Francisco de Paula, em Curitiba, para fazer vigília a favor de Jair Bolsonaro.
A jornalista Cristina Graeml, da União, comandou o grupo a rezar do lado de fora, bem na frente das grades da igreja, que fica no centro de Curitiba.
Eles protestavam contra a prisão de Bolsonaro, que está detido acusado de participar de um suposto golpe.
Vídeos gravados mostram os apoiadores perguntando por que o padre manteve os portões fechados.
Uma das participantes disse que aquilo era como perseguição religiosa.
Num troca‑feita de palavras, um manifestante acusou o padre de não ter vergonha. O vídeo ainda mostra o padre entrando na igreja e deixando o grupo do lado de fora.
Uma apoiadora de verde e amarelo, usando megafone, contou que a ordem para barrar a vigília veio direto do arcebispo.
Cristina Graeml organizou a mobilização e chamou seus seguidores. Ela disse que a intenção era rezar pela saúde de Bolsonaro e pedir anistia para os chamados “presos e exilados políticos” do caso da suposta trama golpista.
Dom José Antônio Peruzzo soube da ação e, segundo a imprensa local, ficou muito irritado ao voltar de viagem e descobrir que a vigília estava sendo organizada sem ele. Por isso, proibiu a entrada dos manifestantes na igreja.
Depois da proibição, Cristina Graeml postou nas redes sociais fotos do grupo rezando do lado de fora da igreja.
