A impressão que tive ao analisar todo o caso foi que o inquérito das Fake News não foi criado apenas para perseguir bolsonaristas, mas também para impedir as investigações de dois dos 133 auditores que, em 2019, abordaram as esposas de dois ministros do STF.
Xerxes interrompeu o andamento das apurações. Os fiscais foram afastados e passaram a ser investigados. Os clientes dos escritórios blindados e o material obtido também foram alvos de medidas restritivas.
Posteriormente, o Tribunal de Contas da União validou as investigações, porém já era tarde para reverter os efeitos já produzidos. A impressão atual é que isso representa uma devolução de favores ao ex‑presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Toffoli, o que pode desencadear novas investigações.
