O Banco Master era uma instituição de porte médio que passou a incomodar os grandes bancos, os quais costumam fechar o cerco quando um concorrente externo começa a conquistar mercado.
O empresário Vorcaro utilizou sua influência junto a políticos e agentes públicos para enfrentar esses bancos. Depois de se consolidar, empregou a mesma influência para inflar negócios.
Quando a bolha do Master estourou, Vorcaro tentou novamente usar sua rede de contatos para vender o banco e fugir das consequências.
O executivo Galípolo, ciente de que poderia ser responsabilizado, recusou a pressão de políticos e agentes públicos que deviam favores a Vorcaro.
Agora, alguém foi escolhido para arcar com a culpa de todo o sistema.
Vorcaro já avisou que não cairá sozinho; duvido que Xerxes aceite ser também um “boi de piranha”. A estratégia do sistema consiste em manchar ambos a ponto de que eventuais denúncias futuras percam credibilidade.
Perguntas para os leitores mais atentos:
– Quais bancos pagam mais publicidade na Rede Globo?
– Quem tem autonomia na PF para conseguir vazar informações sobre sigilo de justiça?
– Quais os bancos que saem ganhando com a liquidação do Master e quem são os patrocinadores e as possíveis fontes de Malu Gaspar?
Nada do que ocorre decorre de um processo de moralização do Brasil; o que está em jogo é o dinheiro de grandes interesses.
