A oposição interrompeu o recesso e anunciou, ontem, em coletiva de imprensa, que está preparando o protocolo de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. O movimento reúne apoio parlamentar expressivo e eco crescente na imprensa. O requerimento já conta com 114 assinaturas, sendo 100 deputados federais e 14 senadores, o que representa a maior adesão política conjunta já registrada contra um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Embora o julgamento de ministros do STF seja prerrogativa do Senado, a mobilização na Câmara amplia a pressão institucional e eleva o custo político de qualquer tentativa de ignorar o pedido. O foco agora recai sobre o Senado e sobre o seu presidente, Davi Alcolumbre, que decidirá se o processo terá andamento.
O ambiente político se agravou com a mudança de postura da imprensa, que passou a tratar com maior contundência as acusações de abuso de poder e as suspeitas de interferência indevida no Banco Central em favor do Banco Master. Reportagens destacam que Moraes teria, supostamente, atuado junto ao Banco Central do Brasil, levantando questionamentos sobre conflito de interesses.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de que a esposa do ministro mantém contrato estimado em R$ 129 milhões com o Banco Master, informação que intensificou o escrutínio público e institucional. Mesmo sem decisão sobre o mérito, o efeito político é concreto: Moraes passa a ser formalmente questionado no espaço que tem poder para julgá‑lo, em um cenário de isolamento inédito.
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