Após os procedimentos cirúrgicos recentes aos quais Jair Bolsonaro foi submetido, seus aliados passaram a intensificar a articulação política para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize o cumprimento de prisão domiciliar. A mobilização ganhou força nos últimos dias, especialmente nas redes sociais.
Bolsonaristas lançaram a campanha virtual com a hashtag “Bolsonaro em Casa”, que rapidamente começou a circular entre apoiadores. A iniciativa é liderada pelo deputado estadual paulista Paulo Mansur (PL), que defende que o atual momento do processo judicial e o estado de saúde do ex‑presidente justificariam a mudança de regime.
Em publicações nas redes, Mansur afirmou que a etapa da dosimetria da pena já teria sido superada.
“A dosimetria já foi aplicada. Dosimetria é redução de pena. O jogo jurídico e político já foi definido. O que não dá é aceitar que, depois da oitava cirurgia, Bolsonaro saia do hospital direto para a Polícia Federal”, declarou o parlamentar.
O movimento também recebeu adesão do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), filho mais velho do ex‑presidente. Nas últimas horas, ele publicou diversas mensagens utilizando a mesma hashtag, reforçando o apelo pela concessão da prisão domiciliar.
Não há outro caminho! O ex‑presidente corre sério risco de vida se permanecer atrás das grades.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor, a censura persiste há quase um ano. Muitos outros livros podem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de acontecimentos estranhos dentro do STF.
