A equipe médica do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou, na tarde desta terça‑feira (30/12), uma atualização sobre seu estado de saúde após a realização de mais um procedimento para conter crises persistentes de soluços. A intervenção durou cerca de três horas e ocorreu enquanto Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília.
Os médicos informam que o ex‑chefe do Executivo está internado desde a véspera de Natal e que, na quarta‑feira (31/12), será submetido a uma endoscopia digestiva alta para avaliar um quadro de refluxo gastroesofágico. O boletim também aponta que Bolsonaro segue em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno e medidas preventivas contra trombose.
No comunicado completo, o hospital detalha que Jair Messias Bolsonaro está em cuidados pós‑operatórios de cirurgia de herniorrafia inguinal bilateral, realizada por via convencional. Por causa de novos episódios de soluços, foi necessário reforçar o bloqueio anestésico dos nervos frênicos bilaterais. O acompanhamento clínico continua ininterrupto.
Desde o Natal, Bolsonaro já passou por quatro procedimentos médicos. Em 25 de dezembro, foi feita a cirurgia para correção da hérnia inguinal bilateral. Dois dias depois, no sábado (27/12), realizou‑se o bloqueio do nervo frênico direito. Na segunda‑feira (29/12), houve nova intervenção no mesmo nervo, e nesta terça‑feira foi efetuado um reforço adicional do bloqueio.
Os médicos explicam que o nervo frênico controla a contração involuntária do diafragma, razão pela qual os soluços se mantêm. A equipe estima que Bolsonaro só receberá alta após a virada do ano, caso o quadro clínico se estabilize.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura do ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, embora a medida permaneça em vigor há quase um ano.
Outros títulos também parecem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam de supostos abusos no STF.
Em reação, a loja Conteúdo Conservador decidiu “queimar” seu estoque desses livros e oferecer frete grátis para todo o país, incentivando que o público adquira as obras antes que sejam retiradas de circulação.
