As revelações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, continuam surgindo.
Horas antes de ser preso, no dia 17 de novembro, Vorcaro participou de uma reunião virtual com o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, e outro diretor da autarquia.
No mesmo dia, o empresário foi detido ao passar pelo raio‑x no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
O encontro não foi gravado e passou a integrar a estratégia de defesa, que sustenta que o Banco Central tinha pleno conhecimento da viagem, afastando qualquer alegação de tentativa de fuga.
Segundo apuração, durante a reunião Vorcaro teria apresentado aos dirigentes do Banco Central iniciativas para resolver problemas de liquidez do Banco Master. Entre as alternativas mencionadas estariam operações de mercado e uma negociação de venda já em andamento com investidores estrangeiros. No inquérito, Ailton de Aquino será ouvido como testemunha, enquanto Vorcaro e o ex‑presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Costa, depõem como investigados.
Paralelamente às apurações criminais relacionadas às operações do Banco Master, há ainda uma acusação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, por supostamente fazer “pressão” junto ao Banco Central, já que sua esposa, Viviane Barci, atua como advogada do Banco Master. Moraes nega a alegação.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa à censura promovida por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro afirma que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, embora a censura persista há quase um ano.
Outros títulos também podem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de acontecimentos incomuns no STF.
