Filipe Martins foi novamente preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele está detido no presídio de Ponta Grossa, no Paraná, onde permanecerá custodiado.
O motivo da prisão foi considerado inacreditável pelo próprio ministro. Em despacho, Moraes escreveu: “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’”.
O caso começou a ser analisado ainda na terça‑feira, 30 de dezembro, quando Alexandre de Moraes intimou a defesa de Filipe Martins a prestar esclarecimentos sobre o uso de uma conta na rede profissional LinkedIn. Na ocasião, o ministro advertiu que a falta de justificativa poderia resultar na decretação de prisão preventiva.
Segundo os autos, uma denúncia recebida em 29 de dezembro apontou que o ex‑assessor da Presidência teria utilizado o LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas, configurando descumprimento direto da proibição de acesso a redes sociais. A defesa recebeu o prazo de 24 horas para se manifestar.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta contra a censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, embora a censura permaneça há quase um ano.
Outros títulos podem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de episódios incomuns dentro do STF.
