A captura de Nicolás Maduro não se trata de um “incidente diplomático”. É um veredicto histórico. O chavismo, última variante armada do socialismo latino‑americano, foi derrubado da única forma reconhecida pelos regimes criminosos: pela força. Não houve golpe nem surpresa. Quem transforma o Estado em cartel passa a ser tratado como chefe de cartel.
Durante anos, a esquerda continental sustentou Maduro com slogans, distorções e cumplicidade. Rebatizou a ditadura como “democracia popular”, a fome como “bloqueio” e a repressão como “defesa da revolução”. O panorama sempre foi claro: a Venezuela tornou‑se um narcoestado falido, comandado por um grupo ideológico que saqueou o país e o conduziu à miséria.
O assunto deixou de ser apenas econômico ou partidário. O socialismo do século XXI mostrou sua natureza: não governa, domina; não persuade, impõe; não produz, saqueia. Quando o discurso se esgota, surge o fuzil; quando o fuzil falha, aparece o tráfico. O roteiro se repetiu em Caracas, ocorreu em Havana e se ensaia em nações que flertam com a tirania.
A reação do regime após a operação americana revelou o que a retórica escondia: fragilidade e desordem. O chefe desapareceu, o Alto Comando hesitou, e porta‑vozes pediram calma porque o poder já não respondia. Revoluções resistem; ditaduras mafiosas se dissolvem.
Donald Trump fez o que diplomatas evitavam há décadas. Enquanto organismos internacionais emitiam notas vazias e relatórios ignorados, os Estados Unidos agiram contra um regime que exportava drogas, abrigava terroristas e gerava instabilidade regional. Houve uso da força. A legitimidade da ação supera a alternativa de permitir a decomposição de um país inteiro em nome de uma ideologia falida.
A reação da esquerda segue o padrão. Acusa “imperialismo” enquanto ampara ditadores apoiados por Irã, Rússia e redes de narcotráfico. Invoca “soberania” enquanto milhões cruzam fronteiras para fugir da fome. A soberania defendida é a do tirano sobre o estômago vazio da população.
É preciso não confundir exceção com regra. Maduro representa o padrão: regimes socialistas que rejeitam alternância de poder, imprensa livre e economia funcional terminam em repressão, escassez e crime. A variável é o tempo até o colapso.
A queda de Maduro envia um recado direto a autocratas ideológicos. Não há blindagem permanente. A retórica anti‑americana não protege quando o Estado se transforma em organização criminosa. Do Oriente Médio à América Latina, o limite foi alcançado.
A Venezuela ainda enfrentará um caminho difícil. A destruição deixada pelo chavismo não termina com a prisão de um homem. Uma certeza permanece: o socialismo perdeu o carcereiro.
O chavismo encerrou sua trajetória como começou: com mentira, saque e fuga.
O socialismo latino‑americano voltou a provar que não fracassa por pressão externa, mas por sua própria natureza.
