O Foro de São Paulo publicou nota oficial na qual reprova duramente os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a prisão do ditador Nicolás Maduro. No documento, a entidade define a operação como uma agressão “gravíssima e inaceitável” à soberania do país sul‑americano.
Segundo o grupo, o discurso norte‑americano de combate ao narcotráfico serviria apenas como justificativa para encobrir os “verdadeiros objetivos” de Washington. Para o Foro, a ação integra uma estratégia mais ampla de retomada de influência política sobre a América Latina e o Caribe, em um cenário descrito como o surgimento de uma nova Guerra Fria.
Além de criticar os ataques militares, a organização afirmou repudiar o que classificou como “sequestro” de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O comunicado informa ainda que o Foro se soma ao pedido feito pela vice‑presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, por esclarecimentos oficiais sobre a situação do mandatário.
Na avaliação do grupo, a ofensiva contra a Venezuela representaria a primeira operação militar de uma “nova política de dominação dos Estados Unidos” na região. Essa estratégia, segundo o texto, incluiria não apenas ações armadas, mas também interferência em processos eleitorais de países latino‑americanos.
O Foro de São Paulo foi criado em 1990 pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva e pelo então ditador cubano Fidel Castro, reunindo partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe.
