Prisões de Maduro pode elevar a criminalidade no Brasil

O Brasil deve se preparar para o que vem pela frente. A população comemora a prisão de Nicolás Maduro, mas, dependendo do ângulo analisado, pode‑se afirmar que a detenção desse ditador, torturador e psicopata trará grandes problemas para os brasileiros no que se refere à segurança pública e à criminalidade.

Para a surpresa de ninguém, o presidente Lula já se manifestou contra a prisão de seu comparsa. Especula‑se que Maduro entregará Lula na bandeja, seja por delação premiada, seja por defesa técnica nos processos que responderá em solo americano.

O brasileiro costuma acreditar em suas próprias previsões e, depois, desapontar‑se quando os fatos se desenvolvem de outra forma. Diversos outros fatores interferem em um assunto dessa envergadura – é complexo. Por outro lado, pouco importa se Lula será implicado no futuro. Mesmo que Maduro afirme e comprove que financiou campanhas eleitorais de Lula ou do PT, que repassou recursos provenientes do tráfico de drogas e comprometa o presidente desacreditado, será tarde demais.

É claro que gostaríamos muito que isso acontecesse; esse dia seria considerado feriado nacional – mas tudo isso não passa de pura especulação. E se nada disso ocorrer? Precisamos trabalhar com o que temos nas mãos – com o que é real – e o futuro que nos espera é drástico. A prisão de Maduro desencadeará fatos que mergulharão o Brasil numa nova era de criminalidade. O que já estava ruim ficará muito pior.

Os Estados Unidos já declararam que a intenção é controlar o país até realizar eleições limpas. Para onde vão os mil e quinhentos generais do ditador venezuelano? Todos são provenientes das FARC, são narco‑combatentes, narco‑terroristas. Hoje começaram a divulgar imagens dos comboios de moto dos “colectivos” – organizações criminosas que realizavam a segurança pública em seus territórios, com a chancela de Nicolás Maduro. São milhares de motociclistas armados, todos bandidos, mafiosos e também terroristas, pois impõem a ordem social nas ruas na base do terror e do medo – como aqui.

Para onde fugirá esse contingente enorme de generais e criminosos narco‑terroristas? Para o Brasil, caro leitor. A eles só resta o Brasil, e nós os receberemos de braços abertos – assim se posicionará o presidente Lula, que abrirá as fronteiras do país para recepcionar e abraçar esses criminosos.

Vejamos: a Colômbia também está sob monitoramento americano, sendo bem possível que, por lá, ocorra uma intervenção dos EUA, impedindo que eles fujam para a Colômbia; a Guiana, que está do outro lado, há muito tempo está sob proteção bélica dos EUA. Então só resta o Brasil para esses narco‑terroristas.

Para piorar, desta vez Lula não estaria agindo ao arrepio da lei. A Lei de Migração, de 2017, determina que o Brasil recepcione o êxodo venezuelano para o nosso território. Muito discutida na época, está aí o resultado de uma legislação lesiva ao povo brasileiro, promulgada por uma casa legislativa distante dos interesses patrióticos.

O que os criminosos integrantes dos colectivos têm em comum com os generais das FARC? O histórico dos dois é criminoso. É o que fazem da vida: crimes. Não sabem fazer mais nada. A vida inteira cometeram crimes e só sabem fazer isso. O que esse contingente vem fazer aqui no Brasil?

A Polícia Federal e os órgãos estaduais responsáveis pela Segurança Pública estão prontos para combater esses novos meliantes? Essas novas organizações criminosas que se instalarão no país? É claro que não. Se já não dão conta da situação atual, imagine a chegada de novas quadrilhas atuantes.

A situação é de total descalabro, se considerarmos que nem as nossas forças armadas, hoje, teriam a capacidade bélica para neutralizar as organizações criminosas instaladas no país. A chegada dessas novas organizações criminosas iria turbinar os índices da criminalidade. O tráfico de pessoas e o tráfico de órgãos apareceriam no cenário. Ondas de sequestro e disputas territoriais se intensificariam.

Na realidade, tudo isso é o que nos espera pela frente, independentemente de uma eventual delação de Nicolás Maduro responsabilizando Lula.

Assim como a água encontra o melhor caminho para passar, sem precisar enfrentar obstáculos, a criminalidade também evolui de forma orgânica e comportamental. Onde houver oportunidade e facilidade, a criminalidade crescerá.

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