A primeira‑dama da Venezuela, Cilia Flores, foi capturada ao lado do marido, o presidente Nicolás Maduro, e transferida de Caracas para Nova York, nos Estados Unidos.
Ela deverá responder à justiça americana junto a Maduro, sob acusação de tráfico de drogas.
Flores, de 69 anos, está entre as figuras mais influentes da política venezuelana e chegou a ocupar cargos de maior relevância que o próprio presidente por longos períodos. Construiu carreira própria. Agressiva, fria e calculista, integrou a equipe jurídica de Hugo Chávez e colaborou na libertação de Chávez após uma tentativa frustrada de golpe. Na ocasião conheceu Maduro, então considerado um bajulador de Chávez, que a apelidou de “primeira combatente” durante a campanha presidencial de 2013.
Cilia Flores foi a primeira mulher a presidir o Congresso da Venezuela. Depois, exerceu a função de procuradora‑geral. Seu mandato no Congresso foi marcado por restrições ao trabalho da imprensa e por acusações de nepotismo. Em julho de 2013 casou‑se com Maduro, tornando‑se primeira‑dama.
Os Estados Unidos impuseram sanções a Cilia em 2018, visando pressionar o núcleo próximo de Maduro.
Nos últimos anos, Cilia tem aparecido menos nos holofotes, mas sua família continuou presente. Dois sobrinhos foram presos e condenados nos EUA por tráfico de drogas, recebendo pena de 18 anos. Eles foram libertados em 2022, em troca de prisioneiros.
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