O advogado de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, declarou que pretende acionar “Cortes Internacionais” e expôs a situação do presidente.
O Presidente Bolsonaro, durante esta madrugada, sofreu uma queda que lhe causou um traumatismo craniano que, apesar de aparentemente leve, exige, segundo seu corpo médico, a realização de exames mais aprofundados (tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma). Esses exames seriam feitos no Hospital DFStar, em Brasília, nosocômio onde o presidente já esteve internado diversas vezes, sob vigilância da Polícia Federal e sem qualquer indício de tentativa de fuga.
Um trauma no crânio – o que requer conhecimento médico para compreender – demanda investigação laboratorial, não sendo prudente limitar a investigação à esfera clínica nas dependências da Polícia Federal.
Negar a internação do Presidente Bolsonaro – septuagenário com conhecidos problemas de saúde (bem mais graves que aqueles que garantiram ao ex‑presidente Collor de Mello a prisão domiciliar, onde se encontra atualmente) – constitui medida que viola direitos fundamentais do cidadão, que, além disso, é idoso e, portanto, tem direito a cuidados mais cuidadosos.
A defesa está adotando as medidas legais cabíveis e não se intimidará diante de um Estado que fere, de forma grave, o princípio da dignidade da pessoa humana, tão caro ao direito ocidental e reconhecido pelas Cortes Internacionais.
Vale ressaltar que a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou recentemente sua indignação com a censura, promovida pelo ministro Alexandre de Moraes, ao livro “Diário da cadeia”. Embora o ministro alegue que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, a censura permanece há quase um ano, sem explicação clara.
Outros títulos também parecem estar sob risco de censura. Entre eles, os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da censura e dos acontecimentos incomuns no STF.
