O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nota oficial, não apenas um comunicado.
Diferente de muitas entidades, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM‑DF) a abertura de sindicância para investigar a condução do atendimento médico ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, que sofreu queda e trauma craniano na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.
Segundo o comunicado, o CFM recebeu denúncias formais que questionam se houve garantia de assistência médica adequada ao paciente.
“O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressa inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente”, afirma a entidade.
Em outro trecho, o conselho ressalta que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.
Na avaliação do CFM, o quadro clínico descrito exige atenção especial. A entidade destaca que “crises agudas de diferentes características, episódio de trauma decorrente de queda, histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis e outras comorbidades em paciente idoso demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato”.
O conselho também enfatizou que a decisão sobre o atendimento deve respeitar a autonomia do médico responsável pelo acompanhamento do ex‑presidente. De acordo com o CFM, essa autonomia deve ser soberana na definição da conduta médica, “não podendo sofrer qualquer influência, por possuir presunção de verdade”.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou indignação diante da censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, embora a censura persista há quase um ano.
