A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar denúncias de que influenciadores digitais teriam sido abordados para defender o Banco Master e atacar os responsáveis pela investigação da operação Compliance Zero, deflagrada pelo órgão.
Segundo reportagem do O Globo, alguns influenciadores receberam propostas de até R$ 2 milhões para defender o banco. O valor corresponde a três meses de trabalho para perfis com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais.
Para influenciadores com menos de 500 mil seguidores, a oferta seria de R$ 250 mil, também com a exigência de oito postagens mensais.
O contratante seria a Agência Mithi, registrada na Receita Federal como Miranda Comunicação. Entre os sócios da agência estão Thiago Miranda, ex‑CEO e sócio do Grupo Leo Dias, e o empresário Flávio Carneiro, detentor de 60 % da participação.
A Mithi atua com celebridades, marcas de grife e instituições como a XP. Em entrevista ao jornal, Leo Dias afirmou que a agência não tem qualquer relação com seu portal e que Thiago Miranda deixou o comando do grupo em junho de 2025.
