AO VIVO: LULA COMETE ERRO GROSSEIRO E ENTREGUE ARMA PODEROSA AOS ADVERSÁRIOS (VEJA O VÍDEO)

O veto do presidente Lula a um projeto sensível não foi apenas um ato administrativo ou jurídico. Foi, acima de tudo, um erro político de narrativa — daqueles que entregam munição pronta ao adversário e reorganizam o tabuleiro da oposição.

Em um cenário já marcado por polarização, o governo optou pelo caminho mais previsível e, ao mesmo tempo, mais contraproducente: o veto seco, sem construção narrativa prévia, sem preparação da opinião pública e sem leitura do ambiente político real. O resultado foi imediato. Em poucas horas, a oposição ganhou discurso, unidade e um novo eixo de mobilização.

O problema central não está apenas no veto em si, mas na forma como ele foi comunicado e percebido. O governo falhou ao não compreender que, na política contemporânea, o ato importa menos do que a história que se conta sobre ele. Nesse caso, quem contou a história primeiro — e melhor — foi a oposição.

Ao vetar o projeto, Lula reforçou um enquadramento que seus adversários já vinham tentando consolidar: o de um governo alinhado a decisões institucionais que, aos olhos de parte significativa da sociedade, soam como excessivas, punitivistas ou seletivas. A narrativa de “perseguição política”, justa ou não, encontrou no veto o combustível necessário para ganhar tração.

Mais grave ainda: o gesto recolocou a oposição no centro do debate nacional, algo que o governo buscava evitar. Lideranças antes dispersas encontraram ponto de convergência. Discursos fragmentados alinhar‑se. O veto funcionou como elemento agregador — exatamente o que a oposição precisava naquele momento.

Do ponto de vista estratégico, trata‑se de um erro clássico: subestimar o impacto simbólico de uma decisão e superestimar a capacidade de controle da narrativa institucional. Em tempos de redes sociais, lives, cortes virais e comunicação direta, o Planalto já não dita sozinho o sentido dos fatos.

O efeito colateral mais perigoso desse movimento é seu impacto antecipado no cenário eleitoral de 2026. O veto não encerra um debate; inaugura uma nova fase de confronto político, reacende a polarização e oferece à oposição um discurso simples, emocional e mobilizador — exatamente o tipo de narrativa que funciona fora dos gabinetes.

Lula, experiente como é, sabe que governos não caem apenas por crises econômicas ou administrativas, mas por erros de leitura política. Neste episódio, o veto não fortaleceu a autoridade do governo; pelo contrário, fortaleceu o adversário.

Na política, silêncio, timing e narrativa são tão importantes quanto a decisão final. Desta vez, o governo errou nos três.

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