A ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais para fazer um apelo público por orações em favor do ex‑presidente Jair Bolsonaro. Na mensagem, ela expôs apreensão tanto com o estado de saúde do marido quanto com as condições de segurança às quais ele está submetido enquanto permanece sob custódia do Estado.
Segundo informações repassadas pelo advogado, Bolsonaro apresenta “perda de equilíbrio ao se levantar”, situação que Michelle associa aos efeitos colaterais dos medicamentos em uso. Ela temeu que o ex‑presidente sofra uma nova queda sem que haja alguém para prestar socorro imediato. Em sua declaração, ressaltou: “A integridade física dele é responsabilidade do Estado”.
O ex‑presidente precisou de atendimento hospitalar na quarta‑feira, dia 7, após passar mal durante a madrugada. No mesmo dia, ele retornou à carceragem da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos de prisão, imposta após condenação por tentativa de golpe.
De acordo com Michelle, houve alteração no esquema de segurança, que passou a ser conduzido pela Polícia Penal Federal, mantendo a porta do quarto de Bolsonaro fechada.
Os problemas de saúde enfrentados por Jair Bolsonaro são recorrentes desde o atentado a faca sofrido em 2018. O ataque provocou graves lesões na região abdominal, resultando em diversas cirurgias ao longo dos anos, além de sucessivas internações motivadas por obstruções intestinais e dores persistentes. A ocorrência mais recente desse tipo foi registrada em dezembro, período em que ele já se encontrava sob custódia da Polícia Federal.
Após o último procedimento médico, a defesa do ex‑presidente solicitou ao Supremo Tribunal Federal a conversão da pena em prisão domiciliar, fundamentando o pedido em razões médicas. O requerimento, porém, foi negado pela Corte.
Atualmente, Bolsonaro segue convivendo com sequelas crônicas decorrentes do atentado, enfrentando crises intermitentes que exigem acompanhamento médico contínuo, segundo relatos divulgados por aliados e familiares.
Michelle descreve a situação como uma perseguição cruel, absurda e desumana contra o ex‑presidente e seus aliados, insinuando que um desfecho ainda pior pode ocorrer e alegando tentativas de encobrir o que realmente aconteceu em 2022.

