Capturar Maduro não basta: ainda há muito a fazer

A extração de Nicolás Maduro do poder, o criminoso terrorista e chefe do narcotráfico que usurpou a presidência da Venezuela por meio de fraude eleitoral, demonstra a dificuldade de desmontar um regime ditatorial e tirânico consolidado ao longo de décadas.

Até o momento, foram confirmadas 18 mortes de militares – venezuelanos e cubanos – que faziam parte da segurança pessoal de Maduro dentro de seu bunker. Ainda não há informações sobre o número de mortos em instalações militares bombardeadas.

Essas mortes ocorreram apenas para capturar e prender o criminoso.

Entretanto, o problema não foi resolvido.

O déspota havia cooptado a Suprema Corte, o Congresso, as Forças Armadas e a mídia venezuelanas.

Retirar Maduro e substituí‑lo por Edmundo González, efetivamente eleito nas últimas eleições, ou por Maria Corina Machado, líder popular impedida de concorrer pelo próprio regime, seria ineficaz e até uma covardia.

Eles não conseguiriam governar.

Seriam sabotados até que o aparato montado por Maduro os derrubasse, garantindo a continuidade do regime.

A tentativa anterior de dar posse a Juan Guaidó também fracassou.

Assim como houve um longo preparo da opinião pública mundial para que a operação fosse realizada, ainda serão necessários vários anos para desmantelar as entranhas do regime.

A queda de Maduro foi precedida por diversas medidas:

– Recompensa pela sua cabeça.

– Declarações da OEA, ONU, condenando violações de direitos humanos.

– Embargos, sanções norte‑americanas, cassação de vistos, inclusão de inúmeros membros do regime na Lei Magnitsky, tentativas de acordo, culminando com o Prêmio Nobel concedido a Maria Corina Machado por indicação de Marco Rubio.

Essas ações fazem parte de uma guerra de narrativas que prepara intervenções militares.

Somente após esse preparo informacional, tropas foram enviadas ao Caribe e iniciaram as primeiras aproximações, afundando embarcações como últimos avisos.

Mesmo com todo esse preparo, persistiram resistências previsíveis: as ditaduras dos países do BRICS, o Foro de São Paulo e a mídia esquerdista controlada mundialmente.

Se a Europa não apoiasse, os Estados Unidos seriam massacrados unanimemente.

Como costuma dizer a frase atribuída a Jânio Quadros: “O comunista pode chegar ao poder pelo voto, mas não sai pelo voto.”

Vejam o tamanho da encrenca em que nos metemos, alinhando o país ao lado errado da história!

Pedro Possas. Médico.


Post anterior
Próximo post

Como o sistema tentou destruir um presidente

Uma denúncia contundente e reveladora sobre como as engrenagens do poder se voltaram contra um presidente que ousou romper com o sistema.

Mais Populares

    Sobre Nós

    O Conteúdo Conservador é um portal comprometido com a verdade e a liberdade de expressão. Nosso propósito é informar sem censura, analisando os fatos sob uma ótica crítica e independente. Acreditamos em valores como a justiça, a soberania nacional e o direito do cidadão à informação transparente. Aqui, você encontra notícias, análises e conteúdos que desafiam as narrativas impostas e defendem os princípios que sustentam a verdadeira democracia.

    Você Pode Ter Perdido

    • All Posts
    • Brasil
    • Cultura
    • Economia
    • Esporte
    • Justiça
    • Mundo
    • Política

    © 2024 Direitos Reservados  – Conteúdo Conservador