A Polícia Federal informou que identificou diálogos que tratam da entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT‑MA) por meio do telefone celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca” do INSS.
Essas conversas foram encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que decretou a prisão preventiva do ex-assessor Gustavo Gaspar. A prisão foi cumprida em dezembro, na fase final da Operação Sem Desconto. Gaspar havia sido nomeado por Weverton como assistente parlamentar sênior na liderança do PDT no Senado, quando o senador exercia a chefia da bancada. O assessor ocupou o cargo entre 2019 e 2023, período em que foi exonerado.
Procurado, o senador nega as acusações. Weverton citou o parecer da Procuradoria‑Geral da República (PGR) apresentado sobre a representação da PF, que apontou que o panorama em relação a ele “é assentado em inferências ainda não consolidadas” e que o recebimento de dinheiro por assessores não responsabiliza diretamente o senador.
A PF, porém, afirma que Weverton Rocha atuava como o “sustentáculo” político do “Careca” do INSS no esquema de desvios, razão pela qual seus assessores recebiam pagamentos de propina. Outros diálogos revelam funcionários do empresário chamando o senador de “parceiro”.
