O regime da República Islâmica do Irã está prestes a realizar, nesta quarta‑feira (14), a primeira execução oficial vinculada à atual onda de protestos que varre o país.
O jovem Erfan Soltani, de 26 anos, foi condenado à morte e terá apenas dez minutos para se despedir da família antes de ser enforcado.
Para ativistas e organizações de direitos humanos, o motivo real de sua condenação foi simples:
“Clamar por liberdade”.
Sem histórico conhecido de militância política, Soltani foi preso em sua própria residência, na cidade de Fardis, região central do Irã, na última quinta‑feira.
Uma barbárie! Algo desumano!
De acordo com relatos de entidades internacionais, o processo judicial foi conduzido de forma sumária, durando apenas quatro dias, sem garantia de defesa técnica, acesso a advogados ou qualquer respeito ao devido processo legal, o que caracteriza, segundo especialistas, uma grave violação do direito internacional.
