Em meio a um cenário de incertezas, o ministro Dias Toffoli alterou sua posição a respeito do volumoso material apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance.
Toffoli determinou que os documentos e dispositivos recolhidos na segunda fase da Operação Compliance Zero não permanecerão mais lacrados e sob custódia da Corte, em Brasília, devendo ser transferidos para a Procuradoria‑Geral da República.
“A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria‑Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização.”
Ele ainda acrescentou:
“Determino, outrossim, que o Procurador‑Geral da República adote as cautelas necessárias à correta e cuidadosa custódia do referido material, bastando para tanto que os aparelhos sejam mantidos eletricamente carregados e em modo desacoplado de redes telefônicas e de wi‑fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada.”
A decisão gera preocupação entre os que acompanham o caso.
