O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, que seria executado nesta quarta‑feira (14), continua vivo e preso.
Segundo a ONG de direitos humanos Hengaw, o Irã adiou a execução, que seria a primeira aplicação de pena de morte contra um opositor desde o início dos protestos que sacodem o país.
Soltani foi detido em 8 de março na cidade de Karaj, nos arredores de Teerã. A Iran Human Rights, entidade com sede na Noruega, informou que a família havia sido comunicada sobre a sentença de morte por enforcamento. A Hengaw afirma que a execução foi suspensa e que está em contato com a família do preso.
Dias antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que tomaria “medidas muito duras” caso o Irã executasse manifestantes, acrescentando: “Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim”.
Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim.
O adiamento ocorreu poucas horas depois das palavras de Trump, nas quais ele afirmou que não haveria execuções de manifestantes no Irã e que as mortes estavam diminuindo.
