Janaina Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), foi presa na tarde de quinta‑feira, 15 de junho. Ela responde a mandados de prisão por desacato, embriaguez e lesão corporal. A captura ocorreu depois que o sistema de reconhecimento facial da prefeitura, Smart Sampa, sinalizou a presença de uma pessoa procurada pela Justiça nas dependências de uma unidade de saúde no bairro do Socorro. Ninguém esperava que se tratasse da irmã do prefeito.
Janaína possui condenação judicial por agredir o próprio filho, de 11 anos. A decisão de abril de 2024 descreve que a criança foi vítima de mordidas no braço, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos, resultando em lesões corporais leves constatadas em exame de corpo de delito.
Os fatos remontam a 2014. Segundo o processo, a ré fazia uso abusivo de álcool e costumava agredir seus filhos. No dia dos acontecimentos, sem motivo aparente, passou a agredir o menino logo após seu retorno da escola. O exame de corpo de delito confirmou as lesões.
Em juízo, a vítima relatou que estava se recuperando e estudava para provas quando a mãe lhe pediu que limpasse comida derrubada pela irmã. Ao responder que não podia, iniciou‑se uma discussão e, sem justificativa, Janaína a agrediu com mordidas, tapas, um cabo de vassoura e puxões de cabelo.
O pai da criança, o policial militar Claudecir Messias Miron, que na época estava separado de Janaína, contou que recebeu ligação do filho, trancado no banheiro, informando que havia sido mordido pela mãe, que esperava com um cabo de vassoura do lado de fora para continuar as agressões. Claudecir foi ao condomínio acompanhado de policiais, levaram o menino à delegacia e ao Instituto Médico Legal, onde o exame de corpo de delito atestou a lesão correspondente à mordida. Após o episódio, o pai obteve a guarda dos filhos.
Em 2021, Janaína foi beneficiada com suspensão condicional do processo, mas a medida foi revogada em 2023 porque descumpriu as obrigações, mudando de endereço sem comunicar a Justiça. Em 2024, foi julgada sem apresentar defesa e condenada a oito meses de prisão em regime aberto.
