O Pentágono reagiu rapidamente e enviou dois grupos de porta-aviões com o objetivo de manter a pressão sobre o Irã. Não há declarações oficiais sobre as missões dos grupos centrados no USS Abraham Lincoln e no USS George H. W. Bush; as informações provêm de relatos de autoridades anônimas e de imagens de satélite.
Ambos os porta-aviões deixaram suas áreas de operação e seguem em direção a possíveis zonas de ataque ao Irã. O Lincoln, acompanhado por três destróieres e um submarino nuclear, iniciou sua movimentação a oeste do Mar do Sul da China, onde estava operando.
Imagens de satélite registram o instante em que o gigantesco navio nuclear virou rumo ao Mar da Arábia. A embarcação transporta mais de 5 000 tripulantes, entre eles aviadores que operam caças de quinta geração F‑35 Lightning II na versão naval, designada “C”, além dos tradicionais F/A‑18 Super Hornet, padrão das forças navais americanas.
A escolta do Lincoln dispõe de considerável poder de fogo, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, a arma preferida para um eventual ataque ao Irã. A estimativa é de que o grupo possa alcançar a área de ação em uma ou duas semanas.
O George H. W. Bush partiu de seu porto em Norfolk, na costa leste dos Estados Unidos, sem aviso prévio na terça‑feira (13). Simultaneamente, o USS Theodore Roosevelt deixou a base de San Diego para suprir a ausência do Lincoln no teatro do Pacífico.
Atualmente, o Bush encontra‑se no Atlântico Norte. Normalmente opera no Mediterrâneo, e a parte leste desse mar constitui a zona de ataque para qualquer ação contra o Irã: um grupo de porta‑aviões fica nessa região e outro, ao sul do Golfo Pérsico.
Sem comunicado oficial, o Bush pode estar apenas em treinamento no oceano por enquanto. Caso siga direto para a costa de Israel com uma escolta semelhante à do Lincoln, a chegada está prevista para, no máximo, duas semanas.
A movimentação pode representar apenas um reforço de precaução. Quando surgiram indícios de que o ex‑presidente Trump poderia ordenar um ataque, as Forças Armadas dos EUA enfrentavam a ausência de grupos de porta‑aviões no cenário.
Embora não sejam indispensáveis para um ataque – que pode ser realizado com mísseis de longo alcance ou bombardeiros furtivos B‑2, como ocorreu na operação que destruiu instalações nucleares iranianas em 21 de junho – a presença desses navios garante maior poder de fogo aproximado e proteção, graças aos sistemas antimisseis dos destróieres e aos caças embarcados, além das cerca de 20 bases americanas no Oriente Médio.
Na imprensa americana, há também relatos de que ativos de defesa aérea, caças e bombardeiros serão deslocados para bases na região.
