PCC invade o resort da família Toffoli

Silvano Gersztel, executivo sob investigação por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), atuou como intermediário na compra de participação no Resort Tayayá, empreendimento que pertencia a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A transação ocorreu em setembro de 2021, em Ribeirão Claro, no Paraná, quando dois fundos administrados pela gestora REAG adquiriram parte do empreendimento turístico.

Os fundos Arleen e Leal, representados por Gersztel, pagaram R$ 20 milhões pela participação no resort paranaense. A informação foi confirmada por documentos da Junta Comercial do Paraná e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Gersztel, que era braço direito do fundador e ex‑CEO da REAG, João Carlos Mansur, está sendo investigado desde agosto de 2026. As autoridades apuram se ele participou da criação de fundos de investimento estruturados para dar aparência legal a recursos provenientes de atividades criminosas da facção paulista.

Nos sistemas da Receita Federal, o executivo aparece como representante legal de diversos CNPJs vinculados à REAG. Esses veículos jurídicos eram utilizados pela empresa para administrar fundos de investimento agora sob investigação.

Vários desses fundos receberam nomes de personagens do filme Frozen, lançado em 2013 pela Disney. Entre eles estão Hans 95, Olaf 95 e Anna FIDC, estruturas que, segundo as investigações, movimentavam “dinheiro frio”.

Na época do investimento no Resort Tayayá, os fundos Arleen e Leal tinham como único cotista o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O Resort Tayayá foi posteriormente adquirido por Paulo Humberto Barbosa, advogado goiano que atua como sócio e representante da J&F, conglomerado controlado pelos irmãos Batista. Em 2023, a J&F foi beneficiada por decisão do ministro Dias Toffoli, que suspendeu o pagamento da multa bilionária imposta à empresa.

A investigação sobre os fundos administrados pela REAG segue em andamento, com as autoridades apurando a extensão das operações financeiras e possíveis vínculos com atividades ilícitas da organização criminosa.


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