As câmeras não dão trégua. Quando as emissoras de televisão divulgam algo ao vivo, não há como ocultar.
O ministro Alexandre de Moraes, conhecido pelo rigor implacável em suas decisões, agora se depara com uma revelação que altera o cenário.
Imagine se a esposa do presidente da República, ou do presidente do Senado, ou da Câmara dos Deputados estivesse vinculada a um contrato milionário com o Banco Master. O caso geraria manchetes, investigações, retenção de passaportes e imposição de tornozeleiras eletrônicas – o espetáculo da Justiça em sua forma mais severa.
Entretanto, a notícia que se destaca é outra: a esposa do contrato é, precisamente, a de Alexandre de Moraes, e o próprio ministro realizou visita ao Banco Central meses antes da liquidação do Banco Master. O silêncio, diante desse fato, torna‑se ensurdecedor.
O contraste é marcante. O homem que construiu reputação por meio de decisões duras e discurso autoritário aparece agora com postura passiva, quase cúmplice.
As emissoras, ao vivo, mostram aquilo que não pode ser apagado: a incoerência entre o rigor aplicado a adversários e a complacência diante de si mesmo.
O Brasil assiste. O país questiona. E a população exclama: fim da linha.
