O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), recebeu recomendações para postergar a indicação do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) até 2027. Caso a medida seja efetivada, ela afetará um compromisso assumido com o PT, que foi fundamental para a eleição de Motta à presidência da Casa após a gestão de Arthur Lira. A orientação recebida indica que as vagas que surgirão no TCU podem ser usadas como moeda política para reforçar a base de apoio do presidente da Câmara.
A cadeira que será desocupada pelo ministro Aroldo Cedraz, que completará 75 anos em fevereiro e será obrigado a se aposentar compulsoriamente, havia sido prometida ao PT desde 2024. Parlamentares do União Brasil e do PSD também demonstraram interesse nessa vaga. Outra posição no Tribunal pode ficar disponível caso o ministro Augusto Nardes deixe o cargo; ele já confirmou a intenção de concorrer ao Senado ou ao vice‑governador.
O PL pretende indicar o atual 1.º vice‑presidente da Câmara, Altineu Cortes (PL‑RJ), para uma das vagas no TCU. Se Motta decidir adiar a votação sobre a sucessão de Cedraz, prevista inicialmente para março, a estratégia permitirá atender tanto ao PT quanto ao grupo político ligado ao PL.
O TCU, composto por nove ministros, tem como principal atribuição fornecer ao Congresso informações sobre os gastos do Executivo e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. A instituição exerce influência significativa no cenário político brasileiro.
