Às vezes, admitindo até que pareça um pensamento insano, imagino uma forma de libertar uma coletividade vítima do ilusionismo psicológico.
Nessa linha de pensamento, visualizo a aplicação da Técnica Ludovico. Registrada no filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick (1971), a técnica é utilizada com o personagem Alex (interpretado por Malcolm McDowell), líder de uma gangue que comete uma série de crimes em uma Inglaterra futurista. Alex é preso e se torna cobaia de uma experiência científica. Imobilizado em uma cadeira de cinema, com as pálpebras mantidas abertas por pinças, ele é forçado a assistir a um filme contra a sua vontade.
O procedimento integra a Terapia de Aversão, cujo objetivo é recondicionar o cérebro de criminosos para que não voltem a praticar delitos.
Em contraste, há décadas o comunismo utiliza um método inverso, que pode ser descrito como um hipnotismo cultural. Esse mesmo tipo de manipulação encontra-se em plena prática pela esquerda no Brasil.
Aplicar a terapia de aversão, ainda que apenas como hipótese, contra a densa prática empregada sobre os supostos vitimados no cenário político brasileiro seria uma solução ou apenas uma fuga para quem busca uma resposta diante de uma situação que parece inalcançável e de difícil confronto? Querendo ou não, esses indivíduos acabam como cúmplices involuntários de crimes que se desenrolam bem diante de seus olhos, suscitando apenas a nossa indignação.
O vídeo “Cegueira Cognitiva, o fenômeno silencioso”, da psicóloga Carla Ribeiro de Queiroz Iizuka, publicado no Instagram, analisa e expõe o que ocorre com esses vitimados. Esse material pode ser uma boa forma de compreender o fenômeno, sobretudo para aqueles que, por ora, colocamos sob observação.
Camisa de força para mim?
